Sem remédios e equipamentos, hospital de Natal – RN tem surto de superbactérias e mortes

A contaminação de pacientes por superbactérias está preocupando médicos e pacientes do Hospital Estadual Ruy Pereira, em Natal (RN). A unidade, inaugurada em outubro de 2010, tem cerca de 85 leitos e é referência no atendimento a pacientes com problemas vasculares no Rio Grande do Norte. Na unidade são realizadas cirurgias eletivas e internações –há no local uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) com quatro leitos. Segundo profissionais: hospital não possui equipamentos adequados para tratar de eliminar os focos de infecções, o que leva a proliferação de bactérias de difícil tratamento.

No dia da visita da reportagem ao local, o médico plantonista Pedro Raimundo Souza contou que foram registradas duas mortes de pacientes por infecção de superbactérias, relatando uma série de problemas na unidade. Segundo o médico, duas superbactérias estão contaminando vários pacientes do hospital: a acinetobacter e a pseudomonas. Há falta de antibióticos para combater as infecções.

“Essas mortes estão ligadas às condições precárias do hospital. Quando fazemos o teste e é apontada uma superbactéria nós fazemos o isolamento do paciente em uma enfermaria. Mas acontece que, devido à insuficiência de equipamentos e instrumentos, que são compartilhados com todos os pacientes, a bactéria sai passando de um para o outro”, explicou Souza, citando que as duas bactérias são bastante resistentes a tratamentos. “É difícil o tratamento. O melhor remédio muitas vezes não faz efeito. A gente luta, mas na maioria a gente perde para a acinectobater.”

“A situação é precária”, diz o médico. O médico afirmou ainda que a bactéria fica mais resistente porque ocorrem faltas rotineiras de medicamentos para o tratamento. “O que ocorre também é que ministramos, por um determinado tempo, o antibiótico, mas o paciente fica sem a defesa. Quando o tratamento é interrompido, devido à falta da medicação, a bactéria fica mais resistente.”

O médico plantonista Luciano de Morais Silva afirma que a UTI do hospital também sofre com o desabastecimento e desaparelhamento. “A gente está sem exame de Raio-X há um ano. Todo paciente aqui a gente drena o tórax, acompanha com pneumonia, coloca e tira do respirador sem ter um exame. Ou seja, a gente faz tudo como herói, vendo apenas clinicamente.”

O filho de um paciente de 70 anos, que não quis revelar o nome, relatou que o pai pegou duas superbactérias e está em estado grave. “Ele tem úlcera e foi internado. Depois, foi diagnosticado com infecção. Fizeram exame e foi detectado um tipo de superbactéria, e ele agora pegou outra aqui, nesse hospital”, afirmou.

Sem equipamentos e material
A contaminação em série, segundo os profissionais ouvidos pela reportagem, é causada pela falta de equipamentos para garantir o isolamento completo de contato. No hospital, faltam tensiômetros e otoscópios individualizados para os pacientes infectados. Termômetros também são considerados “artigos de luxo” na unidade. “Aqui, a gente faz que nem no interior: bota a mão e vê se está quente”, disse auxiliar de enfermagem. Os profissionais se queixam da falta de luvas, máscaras e até da escassez de lençóis.

“É o atendimento deles [pacientes] que fica prejudicado, porque a gente precisa priorizar esses cuidados, mas temos também que pensar na nossa segurança. Infelizmente não temos como trabalhar sem material, sem o mínimo de condições”, disse Ivânia Martins, técnica de enfermagem da UTI.

Medidas
Em nota encaminhada na manhã desta terça-feira (17) ao UOL, a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte confirmou a existência de bactérias na unidade, mas negou a existência de um surto de superbactérias no Hospital Ruy Pereira, como alegam os profissionais.

No texto, a presidente da Comissão de Infecção Hospitalar do hospital, Janaina Pinto, disse que “surto é um aumento da incidência, além do esperado.” “No hospital Ruy Pereira existe uma quantidade de bactérias, como em todo hospital, quantidade preconizada e acompanhada pela Anvisa”, afirma.

Ainda segundo o texto, ações relacionadas aos cuidados preventivos já foram tomadas pela comissão de controle, “como a troca dos prontuários, que atualmente são de acrílico, palestras de lavagem das mãos, visitas semanais as UTIs, como também o acompanhamento da liberação de antibióticos para os pacientes.” Fonte: uol.com.br

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